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sexta-feira, 13 de julho de 2007

The Crescent Island - Bahrain

Parece que criar ilhas artificiais está mesmo na moda lá no Oriente Médio (o que os "Petrodóloares" não podem fazer, não é mesmo?).
Se trata do complexo de ilhas The Crescent Island, no Bahrain. Só que é uma pena que eu não consegui encontrar maiores informações sobre as ilhas, pensei até que ainda estavam em fase de projeto, só encontrei as fotos de projeção.
Vejam as fotos abaixo:


Para ter certeza de que as ilhas estavam de fato sendo construídas, fui ao Google Earth pegar uma imagem da região do Bahrain e realmente já está em fase de construção, como vocês podem ver na imagem abaixo (que foi retirada hoje).


Quando eu encontrar mais informações e fotos reais dessas ilhas, eu com certeza trarei as informações aqui no blog. Por enquanto, ficaremos com as imagens.


ATUALIZAÇÃO:

Como prometido, fui e em busca de mais informações sobre as ilhas e encontrei. As ilhas se chamarão Durrat Al Bahrain. Para saber mais, veja a postagem abaixo:

http://engenhariacivilnanet.blogspot.com/2007/07/durrat-al-bahrain.html


quinta-feira, 12 de julho de 2007

Google SketchUp

O Google SketchUp é um ótimo programa para desenhar objetos em 3D. Este software, antes disponível apenas em versão paga (que ainda existe, na versão Pro, e custa 495 dólares) passou a ser distribuído gratuitamente depois que a empresa desenvolvedora foi comprada pelo Google, e agora pode ter os seus arquivos exportados para o Google Earth.
O SketchUp é uma ferramenta de modelação 3D bastante simples, que pode ser usada para criar modelos tridimensionais de casas, prédios, objetos e várias outras coisas, podendo ainda representar vários detalhes dos desenhos como texturas e vidros, dando um belo efeito gráfico para os seus projetos.
Nem precisa dizer que este software é uma ótima ferramenta para que trabalha com engenharia e arquitetura, sendo mais uma opção para quem não quer ser dependente apenas do AutoCAD, e ainda tem a vantagem de ter uma versão gratuita.
Para quem ainda tem dúvidas quanto a eficiência deste software, coloco aqui este vídeo, que mostra a execução de uma simples casa usando o SketchUp. O resultado final é muito interessante. Vale a pena conferir.




Para fazer o download do Google SketchUp, vá até o site oficial (que tem vários vídeos tutoriais) clicando no link abaixo:

http://www.sketchup.com/

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Estádio Olímpico de Pequim (Estádio Nacional)

Alguns vêem um grande ninho de pássaros feito de metal; para outros a obra evoca a imagem da milenar porcelana Chinesa. Mas para quase todos que já viram os projetos do novo estádio olímpico de Pequim, batizado de Estádio Nacional, a estrutura pode ser resumida com uma única palavra: surpreendente. Sua fachada de aço é uma massa de vigas e treliças metálicas que se entrelaçam e se sobrepõe de uma forma chocante.
O estádio possui 220 por 330 metros, terá uma altura de 68 m e a área total de pisos é de 250.000 m2. A capacidade é de 91.000 espectadores. Segundo Michael Kwok, gerente geral, diretor do grupo Arup de Londres, e engenheiro estrutural do projeto de 500 milhões de dólares, o maior desafio será lidar com a geometria e instalação das peças de metal na treliça espacial. Segundo o arquiteto Herzog de Meuron, da Suíça, a idéia é que a fachada crie a impressão caótica da configuração das linhas da arte Chinesa. Por outro lado, para manter a integridade estrutural, os engenheiros impuseram uma ordem na forma de 24 arcos espaçados igualmente, formando um círculo na abertura central do teto do estádio. Os arcos servem para transmitir as cargas diretamente para a fundação. Para criar a impressão de linhas caóticas, foram criados membros metálicos secundários curvos que serão soldados ou aparafusados aos arcos principais.
Os arcos e peças secundárias formam uma treliça espacial que distribui de forma eficiente os ventos e cargas de gravidade. Os engenheiros modelaram a estrutura através de um programa de computador especialmente criado para esta finalidade. “Se voltarmos alguns anos, eu acho que seria muito difícil projetar esta forma sem um supercomputador ... seria quase impossível para um engenheiro projetar esta estrutura”, afirma Kwok.
As peças de metal formam caixas retangulares com seções de 1,2 m x 1,2 m, e comprimentos variáveis. A espessura do aço varia de 10 a 40 mm, podendo chegar a 100 mm de espessura em placas localizadas em locais de grande solicitação nas colunas principais.
O estádio estará localizado em uma das regiões de maior atividade sísmica do mundo. A treliça espacial tridimensional e seus membros secundários foram projetados para resistir a terremotos severos. Cada parte da estrutura, dividida em oito zonas, funciona como uma construção independente do restante, na ocorrência de um abalo sísmico.
A treliça espacial de aço forma uma fachada espetacular e o teto do estádio. Apesar de parecerem dispostos aleatoriamente, 24 peças espaçadas igualmente criam a estrutura principal. Usando softwares sofisticados de modelagem estrutural, os engenheiros projetaram os membros secundários para dar uma ilusão de configuração caótica das linhas, ao mesmo tempo em que se mantém uma integridade estrutural suficiente para resistir a terremotos severos.

Agora, algumas fotos do estádio.



Texto traduzido e adaptado da revista Civil Engineering – Abril / 2005


terça-feira, 10 de julho de 2007

POR QUE É QUE A GENTE É ASSIM ?

Hoje, trago um texto muito bom, escrito por Ênio Padilha, que nos faz refletir um pouco sobre a nossa profissão, no período em que ainda estamos nos formando, dando duro estudando bastante. O texto é um pouco longo, mas vale a pena parar um pouco e ler. Segue o texto abaixo.


É na Escola de Engenharia que começa a ser destruída a nossa auto-estima. É na Escola de Engenharia que começa a ser forjado o nosso comportamento autodestrutivo, nosso desprezo pelos valores da própria profissão, nosso desgosto com a nossa própria atividade profissional. É na Escola de Engenharia que nasce a nossa falta de coragem empresarial e essa submissão inaceitável aos caprichos dos clientes.
Engenheiros, Médicos, Arquitetos, Advogados, Agrônomos, Dentistas...
Uma coisa leva à outra: toda vez que, numa conversa qualquer, o assunto “comportamento no mercado” vem à tona acabamos caindo nas inevitáveis comparações de engenheiros, arquitetos e agrônomos com médicos, dentistas e advogados...
Quando me perguntam o que eu acho disso (dessa comparação de profissionais tão diferentes) respondo sempre a mesma coisa: acho que essa comparação é JUSTÍSSIMA.

Se eu, engenheiro, por qualquer motivo, tiver de ser comparado com outros profissionais, acho muito justo que seja com médicos, com dentistas ou com advogados. Afinal temos muito mais coisas em comum do que diferenças. Somos todos prestadores de serviços. Nosso produto (nosso serviço) é altamente especializado e todas essas atividades demandam profissionais com capacidade intelectual diferenciada. Ninguém chega a ser médico, advogado, dentista, agrônomo, arquiteto ou engenheiro apenas por ter um belo par de olhos, uma voz doce, algum dinheiro no banco ou um padrinho influente... A conquista de qualquer um desses títulos demanda qualidades e habilidades especiais, muito estudo e empenho (às vezes até muitos sacrifícios).

Temos, é verdade, muitas semelhanças, quando a comparação é feita no nível da qualificação. Porém, no exercício das profissões e no comportamento empresarial de cada grupo as diferenças aparecem e são enormes. Neste texto concentramos nossas reflexões sobre a formação dos profissionais de Engenharia. No entanto, nossa experiência e a convivência com milhares de arquitetos e agrônomos dos mais distantes lugares do Brasil nos permitem acreditar que os conceitos podem se estender sem problemas também para esses profissionais. Voltemos no tempo.
Voltemos ao tempo em que essa pessoa (que hoje é um engenheiro) tinha seus quinze, dezesseis anos, um ou dois anos antes do vestibular. Esse moço ou essa moça é, muito provavelmente, um dos melhores alunos da sua sala (talvez da escola). É um expoente estudantil, requisitado pelos colegas, elogiado pelos professores, respeitado pelos pais (de quem é motivo de muito orgulho) valorizado pelos parentes, pelos vizinhos, admirado pelas garotas (ou garotos).
Comparemos nosso amiguinho com o estudante de quinze ou dezesseis anos que virá a ser médico, dentista ou advogado.
Veremos quase nenhuma diferença.
É isso mesmo. Na origem, são todos iguais. Têm o mesmo perfil, a mesma história, o mesmo rendimento. Todos são brilhantes e bem sucedidos.
Vem o vestibular. Ingressa, cada qual, na faculdade que escolheu... E é aí que as diferenças começam a aparecer. Os estudantes de medicina e de odontologia são enquadrados em um ambiente novo, com pessoas que se vestem de uma maneira diferente, se comportam de uma maneira diferente e que estabelecem uma identidade visual (e, por decorrência, uma identidade psicológica) com a atividade profissional que irão exercer alguns anos depois.

Os estudantes de direito, já nos primeiros meses de escola convivem com professores que vêm para as aulas de terno, gravata, sapato social, barba feita ou bem cuidada. E o mais interessante: aqueles senhores e senhoras respeitáveis, bem vestidos e de fina educação (os professores), tratam os seus alunos por “senhor” ou “senhora”, com toda a fineza e educação que a prática profissional recomenda. E estimulam seus alunos a acreditar e se convencerem de que são superiores. Que estão se preparando para “falar com o Estado” (privilégio que não é concedido a nenhum outro profissional...). Enfim, aprendem que precisam respeitar os outros, mas aprendem, antes de tudo, que precisam exigir respeito para si.
Nos últimos anos de faculdade, estudantes de odontologia e medicina já se vestem como se médicos ou dentistas fossem. Freqüentam clínicas e atuam como profissionais na área da saúde. Assumem, enfim, um ou dois anos antes de terminada a faculdade, todo um comportamento típico de médico. De dentista.
Os estudantes de Direito, por sua vez, a partir da Segunda metade do curso, já se vestem como advogados (roupa social, sapato, eventualmente gravata e um terno ou blazer...). Mantém com os seus professores e com os seus colegas um comportamento e um vocabulário apropriados para as lides jurídicas. E, o mais importante: são tratados, pelos seus professores, como Doutor. (Dr. Fulano, termine seu relatório até a próxima aula. Dr. Sicrano, esteja preparado para a prova final, na sexta-feira.). Apesar de ainda não terem concluído o curso.

Os estudantes de engenharia, ao contrário, a partir do início do curso, a única diferença que eles conseguem perceber na faculdade, em relação ao ensino médio é o grau de dificuldade (que simplesmente quintuplica!).
Não existe nenhum estímulo a um comportamento novo, nenhuma referência, um exemplo positivo de comportamento. Nenhuma motivação para um desenvolvimento psicológico alternativo. Nenhum elemento que interfira na formação do profissional do ponto de vista da sua imagem física composta de aspectos visuais e comportamentais. A vida social, no ambiente da faculdade, é muito restrita, quando não inexistente.
Além do mais, a faculdade entra na vida desses jovens como um elemento de ruptura. Os alunos são colocados em uma condição a que eles não estavam acostumados. Estavam acostumados a tirar notas máximas com a maior facilidade e, de repente, passam a sofrer e ter grandes dificuldades para obter notas mínimas ou médias. Deixam de ser respeitados pelos seus professores que se tornam distantes e autoritários e perdem a admiração dos colegas que estão todos desesperados tentando se salvar de uma coisa que ainda não estão entendendo direito.

Não que as faculdades de medicina, direito ou odontologia sejam fáceis. Ocorre que lá os estudantes têm compensações psicológicas que os estudantes de engenharia não têm. Essas faculdades, por diversos mecanismos, inexistentes nas escolas de engenharia, dão continuidade ao amadurecimento psicológico e social do futuro profissional. E, com isto, mantêm em alta a motivação e auto-estima dos seus estudantes.
Na engenharia não existe nenhum processo de acompanhamento psicológico para aquele estudante desesperado que teve a sua carreira de sucesso estudantil subitamente interrompida (mesmo os alunos que continuam conquistando notas altas, acabam sentindo a falta do aplauso dos colegas, do respeito dos professores e da admiração coletiva). E não existe ninguém para explicar o que está acontecendo. Ninguém para dizer a este estudante que ele não é tão inepto ou incapaz como, algumas vezes os professores parecem querer provar.

É quase geral, por parte dos professores, nas escolas de engenharia, a manifestação desnecessária de superioridade intelectual, o exercício gratuito de poder e o terrorismo psicológico.
E o estudante, que entrou na faculdade no auge positivo da auto-estima, vai recebendo, ao longo de cinco anos, das mais variadas formas, uma única mensagem: “Você não é tão bom quanto você pensava que fosse !”.
Ao contrário dos estudantes de direito, medicina ou odontologia, que têm como professores, profissionais que atuam no dia-a-dia de suas atividades, os estudantes de engenharia passam cinco anos submetidos aos rigores (e, em alguns casos, caprichos) de engenheiros que não atuam, profissionalmente, como engenheiros e sim como professores, e que, portanto, não têm a vivência da atividade profissional e não têm a ciência ou a consciência das relações comerciais que vão definir o sucesso ou o fracasso dos profissionais que eles estão formando.

Como resultado disso, ao final de cinco anos, o estudante de engenharia se transforma em um engenheiro. E este engenheiro é completamente desprovido de auto-estima, de respeito próprio, de prazer profissional ou de consciência de mercado. Na metade do último semestre da faculdade, dois meses antes de receber o diploma e ser entregue aos leões do mercado, o estudante de engenharia ainda é tratado como mero es-tu-dan-te.
Em momento algum, durante a faculdade, o estudante de engenharia é tratado como engenheiro, em momento algum, durante esses cinco anos, a escola propicia a percepção da mudança de condição de estudante para a condição de profissional.

Estudantes de direito, medicina e odontologia, ao contrário, muito antes do fim da faculdade já têm uma noção razoavelmente clara das dificuldades do exercício profissional que eles irão enfrentar. Com isso vão desenvolvendo mecanismos psicológicos de defesa e saem da faculdade com maior grau de segurança. Entram no mercado profissional de cabeça erguida, com uma consciência de valor. E com todo o processo de construção da imagem profissional em andamento. Estudantes de engenharia não são estimulados a se vestir bem, nem a ter preocupações com técnicas de comunicação ou relacionamento social ou de exercício intelectual não linear. Com isso acabam não desenvolvendo habilidades gerenciais ou de relacionamento com o mercado.
Esta é uma das razões pelas quais as organizações de engenharia são, quase sempre, extremamente burocráticas e conservadoras.

Engenheiros (ao contrário de advogados, médicos e dentistas) não comandam seu ambiente de trabalho. Por mais que detenham o conhecimento e a técnica, os engenheiros são, via de regra, pouco influentes em relação ao produto final, seja uma construção, uma instalação, um empreendimento complexo ou um processo produtivo.
O mais lamentável é que os engenheiros, via de regra, só vão perceber os resultados da negligência com a imagem física, a comunicação não-verbal e o comportamento no mercado, depois de já terem acumulado muitas perdas desnecessárias (algumas das quais, infelizmente, irreversíveis).

E qual é a utilidade desse discurso? Qual a importância de se colocar este tema no papel? Porque tornar pública esta opinião, que, com certeza aborrecerá alguns segmentos? Ninguém é ingênuo a ponto de acreditar que a simples leitura deste ensaio leve um diretor de escola de engenharia, um professor, um estudante ou um profissional de engenharia a alterar o seu comportamento. O que se espera é que essas pessoas, a quem o texto é dedicado, tenham um momento de reflexão. E que a esse momento de reflexão se siga uma atitude. E que essa atitude tenha como objetivo dar um futuro melhor para a engenharia no Brasil.
A engenharia depende dos engenheiros. E os engenheiros começam a ser formados aos quinze ou dezesseis anos, ainda no ensino médio.
Eu ainda acho, como sempre achei, que o conhecimento científico que é transmitido aos estudantes durante a faculdade de engenharia é fundamental. E que o valor da engenharia está sustentado na capacidade intelectual e técnica dos seus profissionais.

No entanto, vejo como importantíssima uma nova visão, nesse processo de formação do engenheiro, que leve em consideração todo o relacionamento social dos estudantes entre si e com os seus professores. É importante que, aos estudantes, seja transmitida uma visão mais clara das relações comerciais que eles enfrentarão na vida profissional, seja na condição de profissionais autônomos, empresários ou empregados em alguma empresa.
Em qualquer um desses casos as relações sociais são elementos definitivos para o sucesso. É um “detalhe” que faz toda a diferença.

O estudante chega ao curso de Engenharia cheio de sonhos com a auto-estima elevada, transpirando confiança e auto-respeito. É muito triste que, dez ou quinze anos depois esse potencial tenha se transformado em um sujeito cabisbaixo, sem consciência de valor, destituído de auto-estima e respeito próprio. Abrindo mão da sua natural vocação de agente do desenvolvimento para ser mero instrumento de trabalho para terceiros.
Na Escola de Engenharia o engenheiro precisa ser “construído” para ser um vencedor. Precisa ser estimulado a acreditar no seu potencial. Confiar na sua inteligência. E, acima de tudo, precisa aprender a importância de manter a cabeça erguida.


Ênio Padilha
Engenheiro, escritor e palestrante.

http://www.eniopadilha.com.br/



segunda-feira, 9 de julho de 2007

Falkirk Wheel - Complexo Millenium Link

O Millennium Link é um ambicioso projeto de 84,5m de comprimento idealizado com o objetivo de restaurar a navegação pela Escócia entre o histórico Forth & Clyde Canal e o Union Canal, conseguindo assim um corredor que reativaria a atividade no centro da Escócia.
O maior desafio para alcançar esse objetivo era o desnível existente entre os dois canais: o Forth & Clyde Canal está 35m (115pés) acima do nível do Union Central. Antigamente, os dois canais eram conectados em Falkirk por um uma série de 11 eclusas distribuídas ao longo de 1,5 km, mas esta conexão foi desativada em 1933.
Assim era preciso encontrar um método rápido e simples, que conectasse os dois canais içando os barcos pelos 35 m. de desnível. A British Waterways, apresentou uma solução visionaria aproveitando a oportunidade para criar uma estrutura espetacular que com certeza seria perfeita para a comemoração do milênio, e um símbolo para o futuro: o Falkirk Wheel - o primeiro elevador giratório de barcos do mundo.
Conectando dois canais com mais de 115 pés de desnível, o Falkirk Wheel é uma solução inovadora que resolve o velho problema de transferir os barcos entre níveis diferentes. O complexo foi o produto do trabalho conjunto da British Waterways, da Ove Arup Consultants, a Butterley Engineering e o escritório de arquitetura RMJM.
O design da Falkirk Wheel explora a simplicidade da física, impondo o mínimo de energia necessário para girar uma massa fenomenal de água e aço com graça e elegância. A grande Roda é movimentada por 10 motores hidráulicos responsáveis pelo giro das duas gôndolas, que acomodam até 4 barcos de 20 metros de uma vez cada uma, e possui a capacidade de levantar 600 toneladas de água a 35 metros de altura em menos de 15 minutos.


Como Funciona?

Os barcos que entram na gôndola pelo canal superior descem, junto com a água em que eles estavam flutuando, para o nível inferior. Ao mesmo tempo a outra gôndola - que tem um peso igual - sobe em direção ao nível superior. Tudo funciona conforme o Principio de Deslocamento de Arquimedes. Isto é, o barco que entra na gôndola desloca um volume proporcional de água, para que a combinação barco + água fique sempre igual a massa original.
Cada gôndola se apóia sobre pequenas rodas que se encaixam em um carril curvado único no interior da abertura de cada braço. Na teoria, isto deve ser suficiente para assegurar que elas sempre permaneçam horizontais, mas qualquer fricção ou o movimento brusco poderia fazer com que a gôndola travasse ou se inclinasse. Para garantir que isto nunca aconteça e que a água e os barcos sempre mantenham o nível em todas as partes do ciclo, foram projetadas uma série de rodas dentadas inter-ligadas.
Dada o precisão do equilíbrio das gôndolas e ao simples mas inteligente sistema dentado, é necessária uma quantidade muito pequena de energia para movimentar a Roda. Na verdade apenas um grupo de 10 motores hidráulicos localizados na espinha central que produzem apenas 1,5kw de eletricidade é suficiente para acionar todo o conjunto.

A Construção

As diversas partes do Falkirk Wheel foram construídas e montadas como um gigantesco jogo de armar, na Butterley Engineering´s Steelworks em Derbyshire. Ainda em fábrica foi realizada a pré-montgem completa das 1,200 toneladas de aço, ajustando as peças com uma margem de erro de apenas 10mm assegurando o perfeito encaixe final.
No verão de 2001, a estrutura foi desmontada e transportada em 35 caminhões para Falkirk, onde foi realizada a montagem final no chão, das 5 grande seções posteriormente içadas com um guindaste para ser colocadas na sua posição final.
A gôndola, com um total de 800 toneladas (somando peso próprio + água + barco), impõe imensas tensões na estrutura quando se movimenta em volta da espinha central. As soldas normais de aço seriam suscetíveis a fadiga induzida por esse stress, então para fazer a estrutura mais robusta, as seções de aço foram receberam juntas aparafusadas. Foram utilizados mais de 15.000 parafusos.


E agora, um vídeo mostrando o funcionamento do Falkirk Wheel:




Para ver o texto na íntegra, Clique Aqui.


domingo, 8 de julho de 2007

Eleita as 7 maravilhas do mundo moderno

O Cristo Redentor conseguiu ficar entre os 7 primeiros e foi eleito uma das novas 7 maravilhas do mundo moderno.
A cerimônia para anunciar os vencedores ocorreu ontem em Lisboa, no estádio da Luz, e contou com várias personalidades, dentre elas, o primeiro homem a pisar na Lua, o ex-astronauta Neil Armstrong, o ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan, o primeiro-ministro de Portugal e presidente em exercício da União Européia, José Sócrates e o jogador português do Manchester United, Cristiano Ronaldo.
Apesar de tudo, o evento não contou com o apoio da Unesco, órgão da ONU que se dedica ao patrimônio cultural mundial, sob a alegação da falta de critérios científicos para a escolha das maravilhas.
Agora vamos a lista dos monumentos vencedores:


1. CRISTO REDENTOR

O Cristo Redentor está localizado na cidade do Rio de Janeiro, no morro do Corcovado, foi inaugurado no dia 12 de outubro de 1931 e foi projetado pelo engenheiro Heitor da Silva Costa.


2. GRANDE MURALHA DA CHINA

A Grande Muralha, é com certeza o maior dos monumentos escolhidos, pois tem mais de 6000 km de extensão. A muralha que nasceu de várias pequenas muralhas, cada uma de um reino, que iniciaram as construções por volta de 770 a.C. e por volta de 220 a. C. as partes foram unificadas durante o reino do imperador Qin, que tinha o controle de toda a China.


3. MACHU PICCHU

Machu Picchu, que significa "velha montanha", é também chamada de "cidade perdida dos Incas", fica localizada no vale do rio Urubamba, no Peru. Foi construída no século XV, e foi descoberta somente no ano de 1911, devido as características geológicas do local. Apenas 30 % de suas cosntruções são originais, o resto foi reconstruído.


4. PIRÂMIDE EM CHICHÉN ITZÁ

A pirâmide que fica na antiga cidade de Chichén Itzá, no vale do Yucatan, México, na verdade é chamada de pirâmide de Kukulkan e foi cosntruída por volta do século VIII d. C., e é o maior símbolo da civilização maia.


5. PETRA

A cidade de Petra, na Jordânia, é um importante centro arqueológico, que é famosa pelo mundo pelo seus monumentos escavados nas rochas com fachanas no estilo helenístico.


6. COLISEU DE ROMA

O famoso Coliseu, da cidade de Roma, Itália, também conhecido como o Anfiteatro Flaviano, foi o único monumento escolhido que está localizado em solo europeu. O Coliseu foi construído para ser uma arena de entretenimento, onde vários gladiadores lutavam até a morte. Foi concluído no século II da era Cristã, e pode ser considerado como uma das maiores obras de engenharia da história, pois tem a forma dos grandes estádios atuais, mesmo numa época em que os conhecimentos de engenharia não era tão avançados, e o mais importante, mantendo-se de pé até os dias atuais.


7. TAJ MAHAL


O Taj Mahal é um mausóleu situado na cidade de Agra, na Índia. Este mausóleu foi construído entre os anos de 1630 e 1652 a mando do imperador Shah Jahan para a sua esposa a quem ele chamava de Mumtaz Mahal, o qual se explica o nome do monumento. Ela faleceu após dar a luz ao seu 14º filho.



sábado, 7 de julho de 2007

The World Islands

Hoje, falarei da última ilha artificial que falta, ou melhor, das últimas, já que são várias pequenas ilhas, que formam o complexo The World.
O grupo de ilhas denominado The World compreende em aproximadamente 246 pequenas ilhas separadas por canais e arranjadas para formar os continentes do mundo.
Ao contrário das outras ilhas (as ilhas The Palm), The World será acessível apenas por barcos e estará localizada a 9 km da costa. Para formar as ilhas, a areia é dragada do fundo do mar. Equipamentos de GPS são utilizados para assegurar a forma correta e localização dos grupos de ilhas enquanto são construídos. Raouf Ghali, presidente internacional de operações da empresa Hill International, a qual está gerenciando o trabalho, conta que os engenheiros utilizam GPS diferencial para a triangulação das posições exatas.
Além da areia dragada, as ilhas possuem camadas de rocha trazida de pedreiras locais. As rochas são posicionadas entre as camadas de areia para melhorar a estabilidade e resistência à erosão.
As ilhas que representam o mundo serão vendidas individualmente para uso comercial e residencial.

Abaixo, fotos das ilhas:




E, como de praxe, trago também dois vídeos que mostram como ficará o complexo The World:







Visitem também o site oficial:

http://www.theworld.ae/


Alguns trechos do texto acima foram retirados da revista Civil Engineering, Agosto / 2005.