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quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Ponte Akashi Kaikyo

A ponte Akashi-Kaikyo, localizada no estreito de Akashi (Japão) entre a cidade de Kobe e a ilha Awaji, faz parte de uma rede nacional de estradas que conecta as ilhas Honshu, Awaji e Shikoku com o objetivo de estimular o crescimento econômico e o intercâmbio cultural do oeste japonês. Além da fundamental importância para o desenvolvimento da ilha Awaji, o tamanho da ponte é outro fator que chama a atenção. Concluída em 1998 com 3.911 m de comprimento total e 1.991 m de vão central, a Akashi-Kaikyo tornou-se a ponte com o maior vão do mundo, superando o recorde anterior, o vão central da ponte Great Belt East (Dinamarca) também inaugurada em 1998, em 367 m.



O vão central da Akashi-Kaikyo é 580 m maior que o da ponte Humber (Inglaterra – 1981); 692 m maior que o da ponte Verrazano Narrows (EUA – 1964); e 710 m maior que o da ponte Golden Gate (EUA – 1937); todas estas pontes bateram o recorde de vão na época de sua inauguração.

A Akashi-Kaikyo conquistou três recordes: o de vão mais extenso, o de ponte mais alta e o de ponte mais cara (4,3 bilhões de dólares).

Durante os dez anos de construção, nunca houve um acidente fatal na Akashi-Kaikyo.

O comprimento total de fios de aço usados na ponte é de 300.000 km, quantidade suficiente para dar 7,5 voltas ao redor da Terra.



Ficha Técnica

Nome: Ponte do estreito de Akashi
Sistema estrutural: Ponte pênsil
Função: Ponte rodoviária
Construção: 1988 - 1998
Projeto: Honshu Shikoku Bridge Authority
Execução: Matsuo Bridge Corporation
Material utilizado: Aço

Dimensões
Comprimento total: 3,9 km
Vão central: 1991 metros
Altura das torres: 282,8 metros
Altura da treliça do tabuleiro: 14 metros


Para maiores informações sobre a ponte, acessem o endereço abaixo:

http://www.lmc.ep.usp.br/people/hlinde/Estruturas/akashi.htm



terça-feira, 14 de agosto de 2007

Meu Lado Engenheiro

Hoje trago um texto muito interessante escrito pelo engenheiro David Iasnogrodski. Vejam abaixo.


Engenheiro é um ser diferente?
Não. Claro que não... Mas é objetivo. Racional. Sem muitos adjetivos...
Sou assim. É o meu lado engenheiro junto às letras.

Nada contra nenhum profissional e nenhuma profissão. Longe disso! Também não me considero melhor ou pior do que ninguém.
No entanto uma obra é como a geração, criação e manutenção de um filho. É pensada desde a escolha do terreno. A escolha do projeto – arquitetônico, hidráulico, estrutural. Topografia do terreno. Escavações. Escolha da fundação correta para aquele tipo de terreno. Até que nossa obra sai do chão através das montagens dos pilares, vigamentos e lajes. A colocação das ferragens adequadas segundo o cálculo estrutural. Concretagem. Colocação da tubulação de água, esgoto e elétrica. Por fim o telhado e a “churrascada da cumieira”...

E depois de tudo isso?
Bem, aí vem o que todos visualizam: revestimentos – internos e externos, sem antes passar pelos ajardinamentos e acessórios importantes para o marketing imobiliário.
Obra pronta para entrarmos e realizarmos nosso tão ambicionado sonho: “ o sonho da nossa morada nova”.

Nesse ponto o sonho do engenheiro está realizado. O de ver sorrisos entre as pessoas que vão usufruir daquele “seu” filho pródigo. Filho de tantas horas em cima de pranchetas e também no “barro” do terreno antes de estar ali aquele “arranha-céu” provocando risos e choros de alegria.

E os outros tipos de engenheiro: de Pontes, de Estradas, de Minas... Enfim uma série de engenheiros. Todos querendo, de uma maneira ou outra, demonstrar à sociedade a utilização da engenharia como um bem de progresso constante.

O engenheiro, assim como outros profissionais, está sempre em permanente estudo com o progresso.
Me recordo muito bem que quando ingressei na Faculdade de Engenharia da UFRGS pouco, ou quase nada, se falava em calculadoras eletrônicas – as mesmas que hoje se adquire em qualquer lugar por um preço irrisório. E hoje – o computador está dominando tudo com rapidez, eficiência e perfeição. É a evolução em tudo e para todos. Isso está sempre na Engenharia moderna!

Vejam bem: o engenheiro é o profissional da lógica, mas não deixa de ser um humano – “ser humano” – igual a todos. Também em constante preocupação com os problemas contingenciais e estruturais da sociedade em que vive.

É o meu lado engenheiro. Igual a de meus colegas.

Muitas vezes em palestras, procuro dizer que escritor e engenheiro, ou mesmo o administrador que também sou, tem tudo a ver. Todos os profissionais do século XXI tem a ver com as letras. Todos nós devemos cada vez mais ler e nos comunicar. Não devemos nunca ficar avesso ao nosso redor. Ao progresso, e junto a ele está a comunicação: falada e escrita. Logo todos nós somos “um pouquinho” no nosso íntimo – escritor -.
Espero que com essa crônica possa ter estimulado, ainda mais, a todos meus colegas a tirarem “ de dentro do baú” seus escritos...
Vamos lá! Mecham-se...


Crônica do engenheiro, administrador e escritor David Iasnogrodski
Texto retirado deste Link.


segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Velódromo de Laoshan

Esta é mais uma construção inteiramente nova, feita para as olimpíadas de Pequim. É o Velódromo de Laoshan, que impressiona pelo seu projeto arquitetônico, que faz lembrar um "OVNI"; mas o resultado é de uma construção belíssima, assim como o Estádio Nacional e o Centro de Natação.
O velódromo ficará situado em Laoshan, no distrito de Shijingshan, em Pequim e abrigará as provas de ciclismo. Sua capacidade será de 6000 lugares, metade deles permanentes e a outra metade de assentos temporários.
O projeto do velódromo ficou a cargo da Schuermann Architects, escritório responsável também por outros projetos de velódromos ao redor do mundo.


Abaixo, fotos do velódromo feitas em maio deste ano:




domingo, 12 de agosto de 2007

Construções em Dubai

Vejam abaixo um conjunto de slides com várias construções do Dubai, como o luxuoso Burj Al Arab Hotel (com várias imagens internas); a The Palm Jumeirah; o prédio que futuramente será o maior do mundo, o Burj Dubai; e outras obras.






sábado, 11 de agosto de 2007

Os Três Porquinhos narrado por um pai engenheiro

Esse texto tem circulado pela internet (recebi ele por e-mail) e é como uma adaptação da história dos três porquinhos para o ramo da engenharia. A história ficou muito legal. Vejam abaixo.


O filho quer dormir e pede ao pai (engenheiro) para contar uma história e ele conta a dos três Porquinhos.

Meu Filho, era uma vez três porquinhos (P1, P2 e P3) e um Lobo Mau, por definição, LM, que vivia os atormentando.

P1 era sabido e fazia Engenharia Elétrica e já era formado em Engenharia Civil.

P2 era arquiteto e vivia em fúteis devaneios estéticos absolutamente desprovidos de cálculos rigorosos.

P3 fazia Comunicação e Expressão Visual na ECA.

LM, na Escala Oficial da ABNT, para medição da Maldade (EOMM) era Mau nível 8,75 (arredondando a partir da 3ª casa decimal para cima). LM também era um mega investidor imobiliário sem escrúpulos e cobiçava a propriedade que pertencia aos Pn (onde “n” é um número natural e varia entre 1 e 3), visto que o terreno era de boa conformidade geológica e configuração topográfica, localizado próximo a Granja.

Mas nesse promissor perímetro P1 construiu uma casa de tijolos, sensata e logicamente planejada, toda protegida e com mecanismos automáticos.

Já P2 montou uma casa de blocos articulados feitos de mogno que mais parecia um castelo lego tresloucado.

Enquanto P3 planejou no Autocad e montou ele mesmo, com barbantes e isopor como fundamentos, uma cabana de palha com teto solar, e achava aquilo “o máximo”.

Um dia, LM foi ate a propriedade dos suínos e disse, encontrando P3:- “Uahahhahaha, corra, P3, porque vou gritar, e vou gritar e chamar o Conselho de Engenharia Civil para denunciar sua casa de palha projetada por um formando em Comunicação e Expressão Visual! "

Ao que P3 correu para sua amada cabana, mas quando chegou lá os fiscais do Conselho já haviam posto tudo abaixo. Então P3 correu para a casa de P2.

Mas quando chegou lá, encontrou LM à porta, batendo com força e gritando:- “Abra essa porta, P2, ou vou gritar, gritar e gritar e chamar o Greenpeace, para denunciar que você usou madeira nobre de áreas não-reflorestadas e areia de praia para misturar no cimento.”

Antes que P2 alcançasse a porta, esta foi posta a baixo por uma multidão ensandecida de ecos-chatos que invadiram o ambiente, vandalizaram tudo e ocuparam os destroços, pixando e entoando palavras de ordem.

Ao que segue P3 e P2 correm para a casa de P1.Quando chegaram na casa de P1, este os recebe, e os dois caem ofegantes na sala de entrada.

P1: O que houve?

P2: LM, lobo mau por definição, nível 8.75, destruiu nossas casas e desapropriou os terrenos.

P3: Não temos para onde ir. E agora, que eu farei? Sou apenas um formando em Comunicação e Expressão Visual!

Tum-tum-tum-tum-tuuummm!!!! (isto é somente uma simulação de batidas à porta, meu filho! o som correto não é esse).

LM: P1, abra essa porta e assine este contrato de transferência de posse de imóvel, ou eu vou gritar e gritar e chamar os fiscais do Conselho de Engenharia em cima de você!!!, e se for preciso até aquele tal de Confea.

Como P1 não abria (apesar da insistência covarde do porco arquiteto e do…do… comunicador e expressivo visual) LM chamou os fiscais, e estes fizeram testes de robustez do projeto, inspeções sanitárias, projeções geomorfológicas, exames de agentes físico-estressores, cálculos com muitas integrais, matrizes, e geometria analítica avançada, e nada acharam de errado. Então LM gritou e gritou pela segunda vez, e veio o Greenpeace, mas todo o projeto e implementação da casa de P1 era ecologicamente correta.

Cansado e esbaforido, o vilão lupino resolveu agir de forma irracional (porém super-comum nos contos de fada): ele pessoalmente escalou a casa de P1 pela parede, subiu ate a chaminé e resolveu entrar por esta, para invadir.

Mas quando ele pulou para dentro da chaminé, um dispositivo mecatrônico instalado por P1 captou sua presença por um sensor térmico e ativou uma catapulta que impulsionou com uma força de 33.300 N (Newtons) LM para cima.

Este subiu aos céus, numa trajetória parabólica estreita, alcançando o ápice, onde sua velocidade chegou a zero, a 200 metros do chão.

Agora, meu filho, antes que você pegue num repousar gostoso e o Papai te cubra com este edredom macio e quente, admitindo que a gravidade vale 9,8 m/s² e que um lobo adulto médio pese 60 kg, calcule:

a) o deslocamento no eixo “x”, tomando como referencial a chaminé.
b) a velocidade de queda de LM quando este tocou o chão e
c) o susto que o Lobo Mau tomou, num gráfico lógico que varia do 0 (repouso) ao 9 (ataque histérico).



sexta-feira, 10 de agosto de 2007

A maior escavadeira rotativa do mundo

A foto ao lado e as fotos abaixo, são da maior escavadeira rotativa do mundo, construída pela ThyssenKrupp AG. As sua medidas impressionam bastante.
Ela tem 95 metros de altura por 215 metros de comprimento, pesa 45500 toneladas, custou 100 milhões de dólares e a sua construção levou cinco anos.
Precisa apenas de cinco pessoas para operá-la.
A rotativa tem 70 pés (21,336 metros) de diâmetro e é composta por 20 pás, cada uma com capacidade de 15 metros cúbicos.
Ela possui 12 lagartas - 8 na frente e 4 atrás - cada uma delas medindo 3,6 metros de largura; 2,4 metros de altura e 14 metros de comprimento.
Sua velocidade máxima é de 10 metros por minuto e tem capacidade para remover 76445 m³ de material por dia.






quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Hidrelétrica Três Gargantas

A hidrelétrica Três Gargantas é a maior usina hidrelétrica do mundo, construída no Rio Yangtzé, o maior da China. A obra foi concluída em 20 de maio de 2006, seis meses antes do prazo previsto. Foi aplicado um rígido controle de qualidade, para garantir que a obra não tenha nenhum risco potencial na sua futura operação. A obra das Três Gargantas tem como função a prevenção de enchentes, a geração de energia e facilitar o transporte fluvial, e por isso ela desempenha um papel importante no desenvolvimento sócio-econômico da China.

A construção da Barragem das Três Gargantas foi iniciada em 1993, e até fins de 2004, quatro turbinas entraram em funcionamento. Em 2009, com 26 turbinas instaladas, a capacidade concebida da barragem deverá ser de 18.200 megawatts, e ultrapassará a potência de Itaipu, até então a maior barragem hidrelétrica em potência instalada no mundo.


O vertedouro está projetado para 110.000 m³/s e vai ser, junto com o da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins, o maior do mundo em vazão. Diversas empresas brasileiras de consultoria participaram no projeto tendo em vista a vasta experiência do Brasil com as Usinas de Furnas, Tucuruí, Itaipu, dentre outras. Empresas brasileiras também participam das obras civis.

Segundo o cronograma de construção, em novembro de 2004, foi efetuada a segunda represa provisória, e em 2005, o reservatório começou a encher. A eclusa entrou em funcionamento e o primeiro grupo de geradores começou a funcionar, entrando parcialmente em funcionamento.



Ao ser concluída, a obra das Três Gargantas passou a ter como função a prevenção de enchentes, a geração de energia e facilitar o transporte fluvial, e por isso, ela desempenha um papel importante no futuro desenvolvimento sócio-econômico da China. Também por causa de sua importância, muita gente presta atenção à qualidade da obra.

Desde o início da construção, o governo chinês e os engenheiros priorizaram a qualidade da obra. Comentando isso, um dos diretores do Projeto das Três Gargantas, Cao Guangjing, disse que a obra é umas das mais difíceis do mundo e na história, e durante o processo de construção, ocorreram alguns problemas, porém já foram resolvidos, e não vão deixar riscos potenciais na obra. "Temos um complexo controle de qualidade. Primeiro, as construtoras realizam uma auto-avaliação, segundo, há empresas que fazem a supervisão, terceiro, a nossa corporação, também vai verificar os resultados dos exames, e quarto, funcionam três centros técnicos e uma comissão de controle de qualidade para realizar o macro-controle em toda a obra. Além disso, a construção está submetida à supervisão de um grupo especial do Conselho de Estado, que inspeciona o projeto duas vezes por ano."


Entre todas as medidas para garantir a qualidade da obra, o mais importante é a instituição supervisora independente. Xu Chunyun, engenheiro que trabalha numa entidade de supervisão disse: "Colocamos no máximo 293 supervisores no canteiro da obra, que trabalham 24 horas por dia, assegurando que há sempre um supervisor acompanhando o processo de construção." Além disso, há quatro auditoras chinesas de prestígio trabalhando no setor, e outras empresas estrangeiras, entre elas a Electricite de France, o Bureau Veritas e a Empresa Spie, também da França e a empresa americana Harza.


Abaixo, alguns números da Três Gargantas:

Turbinas: 32 (6 subterrâneas)
Potência Nominal: 700 MW (megawatts)
Potência instalada: 9800 MW (2005)
Potência instalada total: 22400 MW (prevista)
Recorde de produção anual: 49,09 kwh/ano (2005)
Concreto utilizado: 27,94 milhões m³
Altura: 181 metros
Comprimento da barragem: 2309 metros (só concreto)
Capacidade de vazão: 102500 m³/s
Escavações: 102,59 milhões m³

Reservatório:
Extensão: 600 km
Área: 1084 km²
Armazenamento: 39,3 km³
Nível normal de operação: 175 m


Texto retirado deste Link.