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domingo, 28 de outubro de 2007

O que é ser Engenheiro

Hoje trago mais texto que recebi via e-mail de humor. Vejam se vocês concordam com o que ele diz.


Trabalhar em horários estranhos (que nem as putas)

Pagarem-nos para fazer o cliente feliz (que nem as putas)

O cliente às vezes até paga muito, mas o nosso patrão fica com quase
tudo (que nem as putas)

O nosso trabalho vai sempre além do expediente (que nem as putas)

Somos recompensados por realizar as ideias do cliente (que nem as putas)

Os nossos amigos distanciam-se e só andamos com outros iguais a nós (que nem as putas)

Quando vamos ao encontro do cliente temos que estar sempre apresentáveis (que nem as putas)

Mas quando voltamos parecemos saídos do Inferno (que nem as putas)

O cliente quer sempre pagar menos e que façamos maravilhas (que nem as putas)

Quando nos perguntam em que é que trabalhamos, temos dificuldade em explicar (que nem as putas)

Se as coisas dão errado é sempre culpa nossa (que nem as putas)

Todo os dias ao acordar dizemos "NÃO VOU PASSAR O RESTO DA VIDA FAZENDO ISSO" (que nem as putas)



sábado, 27 de outubro de 2007

Projeto Éden

O Projeto Éden (The Eden Project) é a maior estufa do mundo já construída, e consiste em um jardim botânico e parque temático, uma completa apresentação da bio - diversidade global e da dependência da vida humana ao meio ambiente.

Encapsulado em bolhas translúcidas climatizadas é um centro de educação construído dentro de uma antiga área de mineração de caulim, criando um micro-clima protegido pela disposição do complexo abaixo do nível dos terrenos vizinhos.


As enormes estufas (biomes) abrigam inúmeras espécies vegetais provenientes de Amazônia, África, Malásia, USA, do Mediterrâneo, Chile, Himalaia e Australásia, distribuídas em dois espaços climatizados, criando respectivamente as atmosferas Úmida Tropical - representando um ambiente de floresta tropical, e Morno Temperado - simulando condições mediterrâneas.

O gigantesco empreendimento demandou a criação de um modelo computadorizado da antiga mina e requereu a movimentação de 850.000m³ de terra para dar lugar às estufas e as várias vias de acesso, áreas de estacionamento, complexos sistemas de drenagem, estabilização de declives e rotas de acesso para visitantes.


As fundações que seguem o sinuosos contornos servem de apóio às estruturas leves de aço tubular das cúpulas geodésicas que estão interligadas por arcos.

A maior das cúpulas tem 100m de diâmetro e 45m de altura. O módulo hexagonal é capaz de variações adaptáveis na topografia do terreno.

A estrutura de aço utilizada, composta de elementos estruturais tubulares e sistema de conectores padronizados, e cujo peso total não supera as 1.000 toneladas, é altamente eficiente e facilmente transportável.


Esta estrutura tem o fechamento dos vãos realizado por painéis de ETFE, filme plástico transparente formando almofadas de ar, proporcionando uma grande redução de peso comparando-se com uma possível execução em vidro, reduzindo os custos com transporte e facilitando a montagem.

As esferas possuem diâmetros diferentes, para atender tanto à topografia quanto as exigências de espaço internas, e a forma resultante dá a impressão de um organismo biomórfico.

O Projeto Éden é a maior cobertura transparente autoportante do mundo, cobrindo uma área aproximada de 23.000m² com painéis hexagonais individuais até 80m² (diâmetros que variam de 6 aé 8 m) entre os quais 232 painéis são controlados por computador e operáveis para ventilação.


Texto retirado deste Link.

Para quem quer saber mais informações sobre o Projeto Éden, recomendo também que vejam o conteúdo do link abaixo:

http://ciencia.hsw.uol.com.br/projeto-eden.htm

Vejam ainda o site oficial do Projeto Éden:

http://www.edenproject.com/


quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Número de trabalhadores da construção cresce 141%

Em setembro, foram criados 30 mil novos postos de trabalho no país.
Entidades vêem cenário positivo pelos próximos dois anos.

O número de trabalhadores na construção civil no país cresceu cerca de 141% no mês passado, em relação a setembro de 2006, com 30 mil novos postos de trabalho.
Em 2007, já foram mais de 173 mil novas vagas no setor. Até dezembro esse número deve ultrapassar os 200 mil.

A expectativa das entidades que representam a construção civil é de que o cenário positivo dure ainda mais tempo. “Depois de 20 anos de estagnação, o mercado da construção civil, particularmente o setor imobiliário, vive um momento muito importante de crescimento, que nós acreditamos ser duradouro e sustentado pelos proximos dois anos”, afirma o diretor executivo do Sinduscon-RJ, Antônio Carlos Gomes.

Com o mercado imobiliário aquecido, o momento é uma boa oportunidade para conseguir emprego. Um dos cursos mais procurados da construção civil é a marcenaria, que dura três meses. “Nos últimos dois anos vem aumentando o número de alunos e esse ano bateu o recorde”, diz o professor Alexandre Moeira.

Na aula, os alunos, de 17 a 60, anos aprendem a manejar o serrote, a lima e o formão. “Eu acho que no momento a marcenaria é a profissão da vez", diz Sandro Lima, de 18 anos.


Texto retirado deste Link.

domingo, 21 de outubro de 2007

Estádio Olímpico de Pequim - Vídeo

Abaixo, trago um vídeo que tem uma animação mostrando as etapas da construção do estádio. Vale a pena conferir.




Para saber mais informações da construção do estádio, clique no link abaixo:

http://engenhariacivilnanet.blogspot.com/2007/07/estdio-olmpico-de-pequim-estdio.html



quinta-feira, 18 de outubro de 2007

No lugar do amianto

Novo fibrocimento à base de escórias traz vantagens ecológicas e é mais econômico

Um novo tipo de fibrocimento, composto com fibras de escória, poderá ser usado como alternativa ao cimento-amianto na confecção de telhas, placas planas e acessórios, como caixas d’água e suportes para ar condicionado. A novidade surge após uma linha de pesquisas desenvolvidas pelo engenheiro Carlos Eduardo Marmorato Gomes, formado na Universidade de São Paulo. "Considero que seja um produto ‘ecologicamente correto’, já que o amianto, usado no método tradicional de fabricação desses produtos é extraído da natureza e é nocivo à saúde", ressalta o engenheiro.

Protótipos do fibrocimento já foram construídos e aprovados em testes de resistência e durabilidade. A escória usada no processo é um subproduto da siderurgia. Gomes explica que boa parte deste material é encaminhado a aterros sanitários, "o que também é prejudicial ao meio ambiente". Além da escória, o novo produto é constituído por um composto híbrido de fibras poliméricas e de celulose.

De acordo com o engenheiro, além do ganho ecológico, considerando-se todo sistema produtivo do novo fibrocimento, pode-se atingir a uma economia de 30% em relação ao produto convencional. Nos testes, a composição de uma telha de amianto foi constituída de 8% a 15% de amianto, cerca de 25% de calcário e por um composto híbrido de fibras poliméricas, celulose e escória. "O restante foi complementado com cimento Portland", conta Gomes. Contudo ele alerta não tratar-se de um ‘receituário’. "As composições podem variar de acordo com o produto e com o sistema de fabricação", diz.

Processo produtivo
Além da aspecto ecológico do novo produto, Gomes chama atenção para a inovação também no processo produtivo. "Poderá por meio deste produto, ser viabilizada uma nova tecnologia para a produção de moradias, denominada steel-frame", conta.

Nos laboratórios, o método de fabricação usado foi o da extrusão, que mostrou-se mais econômico no gasto de energia elétrica, gerando menos resíduos e registrando menor consumo de água. "O método de produção convencional, denominado Hatschek, apesar de ainda usado na indústria nacional, pode ser considerado obsoleto", diz o engenheiro.

Os estudos de Gomes visaram principalmente a utilização do fibrocimento em habitações populares. "Temos a garantia de que esse novo produto tem durabilidade e resistência semelhantes aos convencionais. Além disso, atingiu níveis satisfatórios no que diz respeito às normas de aplicação", garante.

Dados de 2003, do Sindicato Nacional dos Produtores de Artefatos de Cimento (SINAPROCIM) mostram que no Brasil, naquele período, existiam cerca de 400 milhões de metros quadrados (m2) de cobertura, sendo que aproximadamente 50% desse total eram fabricados em amianto. "Em 2006, subiu para cerca de 420 milhões de m2 de coberturas, sendo 46,7% em fibrocimento de amianto. Isso mostra o mercado promissor para esses novos produtos", avalia.

Fonte:

http://www.superobra.com/

Construções em Dubai II

Trago nesta postagem, um conjunto de slides que mostra os vários empreendimentos que estão sendo construídos e também os que estão ainda na fase do projeto. São construções fantásticas. Vejam abaixo:





Vejam também outras imagens em Dubai clicando no link abaixo:

http://engenhariacivilnanet.blogspot.com/2007/08/construes-no-dubai.html



quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Light Steel Framing

Light Steel Framing é uma designação utilizada internacionalmente para descrever um sistema construtivo que utiliza o aço galvanizado como principal elemento estrutural. São estruturas que não utilizam tijolo ou cimento, sendo que o concreto é apenas empregado nas fundações. O sistema também é conhecido por Estruturas em Aço Leve, construção LSF ou construção com aço galvanizado.

A palavra Steel indica a matéria prima usada na estrutura, o aço. A inclusão de Light, ou leve, indica que os elementos em aço são de baixo peso uma vez que são produzidos a partir de chapa de aço com espessura reduzida. Também para focar essa característica, muitas publicações usam o termo Light Gauge (gauge é uma unidade de medida, agora quase em desuso, que define a espessura das chapas de metal). Outros designam o aço por Cold Formed Steel, ou seja, aço moldado a frio, como referência ao processo de moldagem da chapa através de processos mecânicos à temperatura ambiente, tal como a quinagem ou a perfilagem.


O termo Light também lembra que não é necessário utilizar equipamentos e maquinaria pesada na construção. Também ressalta a flexibilidade, dado que permite qualquer tipo de acabamento exterior e interior. Além disso, o próprio peso do edifício é baixo, não só porque a sua estrutura é leve, mas também por que o Light Steel Framing é especialmente vocacionado para edifícios de pouca altura, em contraste com as estruturas pesadas de grandes prédios de apartamentos. Apesar de serem usados elementos em aço leve galvanizado para fins não estruturais em edifícios de maiores dimensões, o termo Light Steel Framing é especialmente usado para edifícios residenciais até dois ou três pavimentos, ou seja, edifícios leves. Também se emprega a palavra Light para lembrar a facilidade com que os materiais são aplicados em obras de reabilitação de edifícios antigos cujas estruturas, embora pesadas, possuem baixa resistência sísmica.

Framing é a palavra usada na língua inglesa para definir um esqueleto estrutural composto por diversos elementos individuais ligados entre si, passando estes a funcionar em conjunto, para dar forma e suportar o edifício e o seu conteúdo. A palavra também se refere aos processos usados para interligar os referidos elementos estruturais, sejam em madeira, ferro ou aço galvanizado. De difícil tradução em português, tem-se optado por dizer estruturas.

Vantagens

1. Segurança estrutural

Este é provavelmente o aspecto em que o futuro utilizador mais rapidamente pensará ao analisar a possibilidade de construir um edifício com estrutura em aço. O fato de se usarem materiais leves, em contraste com o peso do concreto, poderá levar muitos a duvidar imediatamente da resistência deste tipo de construções.

Pelo fato de não serem necessárias vigas ou colunas isoladas de apoio, todas as paredes exteriores podem ser consideradas como estrutura do edifício e por onde se reparte todo o peso das placas e andares. Assim, facilmente se compreende a extraordinária resistência sísmica destes edifícios. A inteira casa pode ser comparada a uma enorme caixa metálica reforçada por um revestimento estrutural, sendo usualmente escolhidas as placas de OSB para este efeito. Visto que não são empregadas soldas, são eliminados pontos frágeis de ruptura.

A casa torna-se uma estrutura flexível, adaptando-se às mínimas variações do terreno, não abrindo fissuras nas paredes e sem apresentar o risco de queda de colunas ou de placas na eventualidade de um sismo violento. Para isto também contribui o baixo peso da inteira edificação e a uniformidade na distribuição das cargas, atenuando os pontos de concentração de forças e de tensões.

Esta vantagem do Light Steel Framing, fez disparar a construção de edifícios residenciais com estrutura em aço nos Estados Unidos, especialmente na Califórnia, na Coreia do Sul ou no Japão, visto que estas são zonas do planeta que correm graves riscos sísmicos.


2. Isolamento térmico

Uma casa com estrutura em LSF é completamente isolada do exterior por placas de poliestireno expandido, OSB, vários centímetros de lã mineral e gesso acartonado. As características tanto do poliestireno como da lã mineral conferem ao edifício uma proteção térmica impossível de conseguir numa construção comum.

Com todos estes materiais, o interior de uma construção LSF é considerado um ambiente de clima controlado. Isto representa uma poupança de energia que será cada vez mais significativa conforme o passar dos anos. Devido a isto, normalmente as habitações deste tipo são equipadas com ar condicionado ou sistemas de recuperação de calor de lareiras visto que se exige um baixo consumo energético fornecer aos moradores o necessário conforto.

3. Isolamento acústico

As lãs minerais, utilizadas na cavidade interior das paredes, são eficazes não só pela sua estrutura como também pela sua densidade, sendo consideradas por testes laboratoriais como possuindo alto poder de isolamento acústico. No entanto, os restantes materiais também atuam como escudo dispersor dos ruídos. Nas paredes interiores, a utilização do gesso acartonado contribui para reduzir a transmissão do som. Nas exteriores, além do gesso numa das faces, há ainda que contar com o OSB e ainda com o poliestireno expandido. As lãs minerais são também colocadas no espaço entre as vigas de piso, (com até 250 mm de seção), minimizando bastante os ruídos aéreos, vantagem que não é possível obter numa construção convencional.

Por estes motivos, uma casa com estrutura metálica tem uma sonoridade diferente de uma casa comum. O som produzido no interior de uma divisão é refletido pelas paredes e transmitido por elas, impedindo várias vezes mais a propagação do ruído do que uma parede de tijolo. Este efeito provoca um som diferente, dando a sensação de parede oca quando se bate nas paredes, visto que o som do impacto não é totalmente transferido para a outra face.


4. Equilíbrio da umidade no ambiente

O excesso de umidade proveniente da respiração dos ocupantes e da utilização de águas quentes, provoca umidade nas paredes e vidros, muitas vezes chegando a escorrer água nessas áreas como resultado da condensação do vapor de água em contato com as superfícies frias. Visto que o cimento e o tijolo são materiais frios, exige-se que o ambiente esteja constantemente aquecido para evitar estas condensações que, não só enegrecem as paredes devido à proliferação de fungos, como mostram ser extremamente prejudiciais para a saúde. Numa casa LSF são empregues materiais isolantes que, por si só, mantêm o ambiente numa temperatura que evita tais condensações. Adicionalmente, todas as paredes interiores são revestidas a gesso acartonado que, sendo poroso, pode absorver o excesso de umidade para depois o devolver ao ambiente quando este estiver mais seco.

5. Rapidez na construção

Visto que os materiais empregues na construção LSF são usualmente mais caros do que os usados na construção convencional, é precisamente esta característica que torna economicamente acessível e competitiva esta solução construtiva. Evidentemente, o tempo e a mão de obra estão intimamente ligadas com o custo final da obra.


6. Economia de tempo

O baixo peso dos materiais apesar das grandes dimensões dos mesmos, a utilização de sistemas de fixação mecânica ao invés de cimento, a aplicação de argamassas de rápida secagem para rebocos exteriores, a fácil colocação de tubos e condutores elétricos e ainda muitas outras técnicas fáceis e rápidas utilizadas nos edifícios LSF, diminuem consideravelmente a mão de obra e, consequentemente, o tempo necessário para a conclusão dos trabalhos. Assim, é usual conseguir uma redução de metade do tempo necessário para a construção quando comparada com a construção convencional. Nas habitações com estrutura metálica poupa-se na mão de obra e investe-se na qualidade dos materiais básicos.

7. Redução de custos

Apesar de se utilizarem profissionais especializados e experientes, obviamente com vencimentos superiores aos restantes trabalhadores da construção civil, o rendimento dos mesmos é superior à média o que se traduz em reduções no valor da mão de obra e a conseqüente diminuição do custo final. Além das vantagens na segurança e no conforto, o aumento previsto no número de construções com estrutura metálica tornará este tipo de habitações mais comuns e, portanto, ainda mais competitivas no que concerne ao custo final. O aumento de consumo de certo tipo de materiais e equipamento obrigará à diminuição do preço de aquisição de matéria prima até se alcançarem valores semelhantes aos da construção comum. Perspectivam-se, a médio prazo, melhores condições para futuros compradores e construtores deste sistema.


Para ler o texto na íntegra, Clique Aqui.


Para ver as etapas da construção no sistema Light Steel Framing, basta clicar Aqui e Aqui.