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segunda-feira, 28 de abril de 2008

A origem do Cimento

A procura por segurança e durabilidade para as edificações conduziu o homem à experimentação de diversos materiais aglomerantes. Os romanos chamavam esses materiais de caementum, termo que originou a palavra cimento.

O engenheiro John Smeaton, por volta de 1756, procurava um aglomerante que endurecesse mesmo em presença de água, de modo a facilitar o trabalho de reconstrução do farol de Eddystone, na Inglaterra. Em suas tentativas, verificou que uma mistura calcinada de calcário e argila tornava-se, depois de seca, tão resistente quanto as pedras utilizadas nas construções.

Coube, entretanto, a um pedreiro, Joseph Aspdin, em 1824, patentear a descoberta, batizando-a de cimento Portland, numa referência à Portlandstone, tipo de pedra arenosa muito usada em construções na região de Portland, Inglaterra. No pedido de patente constava que o calcário era moído com argila, em meio úmido, até transformar-se em pó impalpável. A água era evaporada pela exposição ao sol ou por irradiação de calor através de cano com vapor. Os blocos da mistura seca eram calcinados em fornos e depois moídos bem finos.

Poucos anos antes, na França, o engenheiro e pesquisador Louis Vicat publicou o resultado de suas experiências contendo a teoria básica para produção e emprego de um novo tipo de aglomerante: o cimento artificial.

Aquele produto, no entanto, exceto pelos princípios básicos, estava longe do cimento Portland que atualmente se conhece, resultante de pesquisas que determinam as proporções adequadas da mistura, o teor de seus componentes, o tratamento térmico requerido e a natureza química dos materiais.

O cimento Portland desencadeou uma verdadeira revolução na construção, pelo conjunto inédito de suas propriedades de moldabilidade, hidraulicidade (endurecer tanto na presença do ar como da água), elevadas resistências aos esforços e por ser obtido a partir de matérias-primas relativamente abundantes e disponíveis na natureza. A criatividade de arquitetos e projetistas, a precisão dos modernos métodos de cálculo e a genialidade dos construtores impulsionaram o avanço das tecnologias de cimento e de concreto, possibilitando ao homem transformar o meio em que vive, conforme suas necessidades. A importância deste material cresceu em escala geométrica, a partir do concreto simples, passando ao concreto armado e finalmente, ao concreto protendido. A descoberta de novos aditivos, com a sílica ativa, possibilitou a obtenção de concreto de alto desempenho (CAD), com resistência à compressão até 10 vezes superiores às até então admitidas nos cálculos das estruturas.

Obras cada vez mais arrojadas e indispensáveis, que propiciam conforto, bem-estar - barragens, pontes, viadutos, edifícios, estações de tratamento de água, rodovias, portos e aeroportos - e o contínuo surgimento de novos produtos e aplicações fazem do cimento um dos produtos mais consumidos da atualidade, conferindo uma dimensão estratégica à sua produção e comercialização.


Texto retirado deste Link.

Vejam também a animação abaixo, que também fala sobre a origem do cimento:




sábado, 22 de março de 2008

Tecnologia do Concreto

O slide abaixo, mostra a utilização do concreto na construção civil, falando sobre suas propriedades, com alguns gráficos interessantes; e também fala um pouco sobre as mudanças nas normas da ABNT. Vale a pena dar uma conferida.


sexta-feira, 21 de março de 2008

The Pentominium - o maior prédio residencial do mundo

Já está em construção mais uma obra cheia de superlativos em Dubai: O Pentominium, o edifício que será quando pronto o maior prédio residencial do mundo e o segundo maior de todos os prédios, perdendo apenas para o Burj Dubai, que ainda segue em construção. O Pentominium terá 516 metros de altura, 120 andares e está previsto para ser concluído em 2011.


Abaixo, o local onde será a sua construção:


E abaixo, uma comparação com os maiores prédios do mundo:


Abaixo, um vídeo que mostra em detalhes como ficará o Pentominium:



Vejam também o site oficial:

http://www.pentominium.com/


quarta-feira, 19 de março de 2008

Ponte Juscelino Kubitscheck - JK

A Ponte Juscelino Kubitschek, também conhecida como Ponte JK, está situada em Brasília, ligando o Lago Sul, Paranoá e São Sebastião à parte central do Plano Piloto, através do Eixo Monumental, atravessando o Lago Paranoá. Inaugurada em 15 de dezembro de 2002, a estrutura da ponte tem um comprimento de travessia total de 1200 metros, largura de 24 metros com duas pistas, cada uma com três faixas de rolamento, duas passarelas nas laterais para uso de ciclistas e pedestres com 1,5 metros de largura e comprimento total dos vãos de 720 metros.


A estrutura da ponte tem quatro apoios com pilares submersos no Lago Paranoá e os três vãos de 240 metros são sustentados por três arcos assimétricos e localizados em planos diferentes, com cabos tensionados de aço colocados em forma cruzada, o que geometricamente faz com que os cabos formem um plano parabólico. Com seus arcos assimétricos, a estrutura em três arcos, inspirados "pelo movimento de uma pedra quicando sobre o espelho d'água", é única no mundo, comparável em forma mas não em sistema estrutural, como a passarela do Aquário Público do Porto de Nagoya, Japão. Inicialmente orçado em 1998 em R$40 milhões, estima-se que o custo total de construção foi de R$ 160 milhões. Sua beleza arquitetônica resultou num projeto estrutural de grande complexidade, mas apesar do custo adicional, o Governo do Distrito Federal considerou indispensável que a ponte estivesse ao nível da monumentalidade com que Brasília foi projetada.


Inaugurada em 15 de dezembro de 2002, a ponte rapidamente virou mais um ícone de Brasília estampado em cartão postal, especialmente à noite, quando sua teatralidade fica ainda mais em destaque. Devido a qualidades estéticas e harmonia ambiental da Ponte JK, o arquiteto da obra, Alexandre Chan, recebeu em 2003 a Medalha Gustav Lindenthal, outorgada pela Sociedade dos Engenheiros do Estado da Pensilvânia, EUA. Por causa deste prêmio, a estrutura ficou localmente conhecida como a ponte mais bela do mundo. A ponte também foi a vencedora do Prêmio Abcem 2003 – Melhores Obras com Aço do Ano, na Categoria Pontes e Viadutos, outorgado pela Associação Brasileira da Construção Metálica.


Apesar de ser um projeto premiado internacionalmente, em particular como uma das primeiras pontes tensionadas e high-tech do Brasil, alguns críticos consideram que a sua imagem representa uma ruptura no padrão da paisagem modernista da cidade, destacando-se excessivamente na paisagem.


Números da Obra

Comprimento: 1200 metros.
Raio de Curvatura: 3150 metros.
Largura do Tabuleiro: 26,10 metros com 2 pistas de 3 faixas cada mais 2 passeios para pedestres.
Altura do Tabuleiro: 18 metros acima do nível da água.
Arcos: 3 arcos centrais, aço SAC-41, vãos 240,00m cada, com 2 pontos de apoio cada, travessias em diagonal sobre o tabuleiro, sustentação do mesmo por estais de aço presos aos arcos, altura máxima dos arcos 60,00m acima do nível da água, mais diversos vãos complementares de 48,00m
Acessos: 5 vãos de 45 a 58 metros, sustentados por 10 apoios.
Peso: 12.067 toneladas
Estrutura auxiliar: 1.309 toneladas
Peso total das camisas metálicas: 3.000 toneladas
Área do tabuleiro: 28.800 m²
Volume de concreto: 38.900 m³
Rampa da Ponte: 2,25% (ascendente para o vão central)
Profundidade do lago no local da obra: 23 metros.

Parte do texto retirado deste Link.


Para saber mais sobre a Ponte JK, vejam também:

http://www.metalica.com.br/pg_dinamica/bin/pg_dinamica.php?id_pag=654

http://www.cbca-ibs.org.br/nsite/site/ponte_jk.asp

sábado, 15 de dezembro de 2007

100 anos de Oscar Niemeyer

Hoje Oscar Niemeyer completa 100 anos de vida. E então abro este espaço no blog para fazer uma justa homenagem para este renomado arquiteto conhecido mundialmente que muito contribuiu para o progresso da arquitetura e da engenharia no Brasil e, por que não, no mundo inteiro também, com suas belíssimas criações.

Oscar Niemeyer nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1907, e se formou arquiteto em 1934. Entre os anos de 1940 e 1944, a pedido do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, projeta o complexo arquitetônico da Pampulha, até hoje lembrado como uma de suas principais criações. Em 1956, a pedido mais uma vez de Kubitschek, agora como presidente do Brasil, participa com os seus desenhos da construção da cidade de Brasília, criada para ser a capital do Brasil.

Niemeyer ainda tem uma série de construções no seu currículo, como o conjunto do Parque Ibirapuera, o Edifíco Copan, o Memorial da América Latina, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, dentre outras.

Abaixo, vejam as fotos de algumas construções idealizadas por Niemeyer:

Fotos da Igreja da Pampulha em Belo Horizonte, MG


Edifício Copan, São Paulo-SP


Memorial da América Latina, também em São Paulo.


Museu de Arte Contemporânea de Niterói


Imagem da cidade de Brasília

Catedral de São Lucas, em Brasília

Palácio da Alvorada

Congresso Nacional


Museu Oscar Niemeyer em Curitiba, PR


Vejam ainda um vídeo feito pela TV Câmara sobre a vida pessoal e profissional de Oscar Niemeyer Clicando Aqui.

Para saber mais sobre a vida de Oscar Niemeyer, veja o link abaixo:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer


Vejam também o site da Fundação Oscar Niemeyer:

http://www.niemeyer.org.br/



segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Estádio da Fonte Nova é o pior do país, avalia relatório

O estádio da Fonte Nova, em Salvador, foi apontado como o pior do país em um relatório do Sindicato de Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco).

De acordo com o arquiteto e responsável pelo estudo, Eduardo de Castro Mello, entre os meses de agosto e outubro, foram visitados 29 estádios em 17 capitais e na cidade de Santos (SP).

“O que aconteceu ontem é típico de um estádio em que não houve uma preocupação com manutenção. É um problema que ocorre em diversos estádios”, disse referindo-se ao acidente que matou sete pessoas depois da queda de uma arquibancada durante a partida entre o Bahia e o Vila Nova. As vítimas caíram de uma altura de 15 metros.

Fotos da Fonte Nova após o desabamento.

De acordo com o relatório, a Fonte Nova possui instalações físicas precárias. O documento aponta a depreciação do estádio e cita itens como falta de higiene, sanitários sem manutenção, falta de segurança, ruínas em arquibancadas, corrosão no tubo do sistema de aquecimento dos vestiários, precariedade e comprometimentos das estruturas como vigas e pilares. O relatório é ilustrado com fotos do local.

O objetivo era fazer uma vistoria em estádios que possam abrigar competições da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. Inaugurado em 1951, o estádio Octávio Mangabeira (nome original) tem capacidade para 60 mil pessoas. De acordo com o documento do Sinaenco, o público das partidas de futebol já chegou a 110 mil pagantes.

“Para a Copa, o mais indicado seria construir um estádio novo em outro local que tenha possibilidade de circulação de estacionamento e maior facilidade de acesso”, afirmou Mello, sobre o estádio baiano.

Ele ainda ressaltou que “nenhum dos estádios visitados estão preparados para receber a Copa”. Até os primeiros colocados como Maracanã, Engenhão, Morumbi, Arena da Baixada e Mangueirão apresentam problemas.

Os resultados do relatório ainda não foram apresentados às autoridades. A divulgação está marcada para os próximos dias 29 e 30, durante a realização do 8º Encontro Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Enaenco), em São Paulo.


Texto retirado deste Link.

Vejam mais informações sobre o acidente clicando Aqui, Aqui e Aqui.

domingo, 18 de novembro de 2007

Peça cerâmica propõe fim à umidade

Uma empresa de Sangão teve uma idéia inédita e eficaz para resolver um velho problema de muitas obras: a umidade na parede. A Cerâmica Vedante criou uma peça cerâmica que, colocada sobre o alicerce da construção, impermeabiliza a parede e impede o surgimento da umidade. A solução, segundo Paulo Eduardo Espíndula, engenheiro civil que ajudou a desenvolver a peça, é mais eficaz que os métodos tradicionais, como a mistura de produtos para vedação no cimento. "As peças são tratadas uma a uma antes e depois da queima", afirma.

O tratamento a que Espíndula se refere é a mistura da substância impermeabilizante (que a empresa compra de terceiros) na argila utilizada para a fabricação da peça cerâmica e a aplicação de mais uma camada do produto depois que ele é queimado no forno. O engenheiro civil explica que o Vedante cria uma superfície maior de impermeabilização que os materiais comumente utilizados e que acabam não desempenhando o papel corretamente com o passar do tempo e com a ação da água.

Segundo ele, a água do solo sobe pelas paredes até a altura máxima de 1,5 metro, causando a umidade, da qual surge o mofo, o descascamento da pintura da parede e o esfarelamento do reboco. "A umidade acaba oxidando os materiais e faz com que eles percam o poder ligante. Por isso em paredes onde há muita umidade, o reboco esfarela dando a impressão que foi feito somente de areia, sem o cimento", diz.

Antônio Berto Salvan, técnico em cerâmica da empresa, afirma que iniciou os estudos para o desenvolvimento da peça há cerca de cinco anos. Três deles foram destinados à pesquisa e às experiências com diferentes substâncias e o restante, aos testes em laboratórios, como o do Centro de Tecnologia de Materiais do Senai Criciúma (CTCMat) e no Laboratório de Cerâmica do Sindicato da Indústria de Cerâmica Vermelha (Sindcer), em Morro da Fumaça. Segundo Salvan, a empresa também teve a consultoria de especialistas na área.

Produto foi desenvolvido pensando na qualidade e na competitividade, mas o desafio maior da empresa era desenvolver um produto "bom, bonito e barato". Segundo Espíndula, a maior dificuldade não estava em criar uma peça com qualidade, mas sim algo de qualidade com um preço competitivo. E a empresa parece ter conseguido alcançar o objetivo. Valdinei de Souza, diretor financeiro da cerâmica, afirma que a utilização do sistema de impermeabilização da Vedante custa 20% a mais que o sistema convencional e significa 1,1% do valor total da obra. Mas a relação custo-benefício é vantajosa, garantem os idealizadores da peça revolucionária. O engenheiro civil enumera as vantagens. "Com o sistema tradicional, após a impermeabilização é necessário esperar dois dias para a secagem. Com o nosso não há necessidade desse tempo de espera. A peça Vedante tem uma resistência de 4,5 mpa (megapascal), e a exigência técnica do Inmetro é de 1,5 mpa". As peças cerâmicas vendantes são padronizadas conforme as especificações do Inmetro. Elas podem ter 14, 11,5 ou 9 centímetros de largura e todas possuem 20 centímetros de comprimento.

Espíndula afirma que muitas vezes os sistemas de impermeabilização são ineficientes porque a aplicação deles é feita de maneira incorreta. Utilizar produtos inadequados, em desacordo com as normas de aplicação recomendada e a danificação no sistema por falta de cuidados nas outras etapas da obra são alguns dos problemas mais freqüentes, segundo o engenheiro civil. "Por isso é importante que quem aplique o sistema siga as instruções do fabricante", afirma.

Texto retirado deste Link.