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quinta-feira, 15 de maio de 2008

Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira

Complexo Viário Real Parque

O Complexo Viário Real Parque é um conjunto de dois viadutos e uma ponte que leva o nome de Ponte Octavio Frias de Oliveira. A obra situa-se nas imediações do bairro do Brooklin Novo, zona sul da cidade de São Paulo.

A obra é também popularmente chamada de Ponte Estaiada Jornalista Roberto Marinho, devido à avenida Jornalista Roberto Marinho, que se conecta à Marginal Pinheiros através do complexo.


O projeto tem grandes dimensões, além de abranger uma ponte de dois braços que passam sobre o Rio Pinheiros, tem como destaque um mastro de concreto em forma de X com 138 metros de altura, que as sustenta por meio de estais. O complexo viário Real Parque é uma das cinco maiores estruturas da capital paulista.

A ponte possui duas pistas estaiadas em curvas independentes de 60º (uma para cada mão) que cruzam o Rio Pinheiros e suas marginais rodoviárias e férreas. No total, cada sentido da ponte tem 290 metros de comprimento. Sob o mastro em "X", que suporta os estais, se cruzam três vias em níveis diferentes: as duas pistas suspensas da ponte e a via marginal de manutenção, no nível do solo. Além disso, uma linha de transmissão elétrica percorre a margem do rio pelo subterrâneo da via de manutenção e o Córrego Água Espraida desagua no rio pinheiros passando por entre os mastros. A torre tem 138 metros de altura, o equivalente a um prédio de 46 andares. Escadas de aço internas à torre, com patamares a cada 6 metros, dão acesso ao mastro para serviços de manutenção.


Estais

Estais são elementos estruturais flexíveis, formados por feixes de cabos de aço. O termo ponte estaiada se refere ao tipo de estrutura, que utiliza estais diretamente conectados a um mastro para sustentar as pistas.

Neste caso, 144 estais mantêm suspensos dois trechos de 900 metros de comprimento. Há entre doze e 25 cabos de aço em cada estai. Juntos, os estais pesam em torno de 462 000 kg. Eles são encapados por um tubo amarelo de polietileno de elevada resistência mecânica, tolerantes a ação de raios ultravioleta, com a função de proteger o aço contra corrosão.


Foi previsto um custo de aproximadamente R$ 184 milhões para a construção do complexo em si, e mais R$ 40 milhões para a sinalização viária, drenagem e pavimentação. A obra foi viabilizada através da venda de CEPACs (Certificados de Adicional de Construção) das regiões próximas.

Para ler o texto na íntegra, Clique Aqui.

Para ver mais imagens da Ponte Octavio Frias de Oliveira, clique no link abaixo:

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=445341

Vejam também o vídeo abaixo, que explica um pouco da construção da ponte:




domingo, 4 de maio de 2008

Durabilidade das Construções

Os slides abaixo, mostram um pouco da importância da durabilidade das construções, é bastante interessante. Confiram abaixo:


segunda-feira, 28 de abril de 2008

A origem do Cimento

A procura por segurança e durabilidade para as edificações conduziu o homem à experimentação de diversos materiais aglomerantes. Os romanos chamavam esses materiais de caementum, termo que originou a palavra cimento.

O engenheiro John Smeaton, por volta de 1756, procurava um aglomerante que endurecesse mesmo em presença de água, de modo a facilitar o trabalho de reconstrução do farol de Eddystone, na Inglaterra. Em suas tentativas, verificou que uma mistura calcinada de calcário e argila tornava-se, depois de seca, tão resistente quanto as pedras utilizadas nas construções.

Coube, entretanto, a um pedreiro, Joseph Aspdin, em 1824, patentear a descoberta, batizando-a de cimento Portland, numa referência à Portlandstone, tipo de pedra arenosa muito usada em construções na região de Portland, Inglaterra. No pedido de patente constava que o calcário era moído com argila, em meio úmido, até transformar-se em pó impalpável. A água era evaporada pela exposição ao sol ou por irradiação de calor através de cano com vapor. Os blocos da mistura seca eram calcinados em fornos e depois moídos bem finos.

Poucos anos antes, na França, o engenheiro e pesquisador Louis Vicat publicou o resultado de suas experiências contendo a teoria básica para produção e emprego de um novo tipo de aglomerante: o cimento artificial.

Aquele produto, no entanto, exceto pelos princípios básicos, estava longe do cimento Portland que atualmente se conhece, resultante de pesquisas que determinam as proporções adequadas da mistura, o teor de seus componentes, o tratamento térmico requerido e a natureza química dos materiais.

O cimento Portland desencadeou uma verdadeira revolução na construção, pelo conjunto inédito de suas propriedades de moldabilidade, hidraulicidade (endurecer tanto na presença do ar como da água), elevadas resistências aos esforços e por ser obtido a partir de matérias-primas relativamente abundantes e disponíveis na natureza. A criatividade de arquitetos e projetistas, a precisão dos modernos métodos de cálculo e a genialidade dos construtores impulsionaram o avanço das tecnologias de cimento e de concreto, possibilitando ao homem transformar o meio em que vive, conforme suas necessidades. A importância deste material cresceu em escala geométrica, a partir do concreto simples, passando ao concreto armado e finalmente, ao concreto protendido. A descoberta de novos aditivos, com a sílica ativa, possibilitou a obtenção de concreto de alto desempenho (CAD), com resistência à compressão até 10 vezes superiores às até então admitidas nos cálculos das estruturas.

Obras cada vez mais arrojadas e indispensáveis, que propiciam conforto, bem-estar - barragens, pontes, viadutos, edifícios, estações de tratamento de água, rodovias, portos e aeroportos - e o contínuo surgimento de novos produtos e aplicações fazem do cimento um dos produtos mais consumidos da atualidade, conferindo uma dimensão estratégica à sua produção e comercialização.


Texto retirado deste Link.

Vejam também a animação abaixo, que também fala sobre a origem do cimento:




sábado, 22 de março de 2008

Tecnologia do Concreto

O slide abaixo, mostra a utilização do concreto na construção civil, falando sobre suas propriedades, com alguns gráficos interessantes; e também fala um pouco sobre as mudanças nas normas da ABNT. Vale a pena dar uma conferida.


sexta-feira, 21 de março de 2008

The Pentominium - o maior prédio residencial do mundo

Já está em construção mais uma obra cheia de superlativos em Dubai: O Pentominium, o edifício que será quando pronto o maior prédio residencial do mundo e o segundo maior de todos os prédios, perdendo apenas para o Burj Dubai, que ainda segue em construção. O Pentominium terá 516 metros de altura, 120 andares e está previsto para ser concluído em 2011.


Abaixo, o local onde será a sua construção:


E abaixo, uma comparação com os maiores prédios do mundo:


Abaixo, um vídeo que mostra em detalhes como ficará o Pentominium:



Vejam também o site oficial:

http://www.pentominium.com/


quarta-feira, 19 de março de 2008

Ponte Juscelino Kubitscheck - JK

A Ponte Juscelino Kubitschek, também conhecida como Ponte JK, está situada em Brasília, ligando o Lago Sul, Paranoá e São Sebastião à parte central do Plano Piloto, através do Eixo Monumental, atravessando o Lago Paranoá. Inaugurada em 15 de dezembro de 2002, a estrutura da ponte tem um comprimento de travessia total de 1200 metros, largura de 24 metros com duas pistas, cada uma com três faixas de rolamento, duas passarelas nas laterais para uso de ciclistas e pedestres com 1,5 metros de largura e comprimento total dos vãos de 720 metros.


A estrutura da ponte tem quatro apoios com pilares submersos no Lago Paranoá e os três vãos de 240 metros são sustentados por três arcos assimétricos e localizados em planos diferentes, com cabos tensionados de aço colocados em forma cruzada, o que geometricamente faz com que os cabos formem um plano parabólico. Com seus arcos assimétricos, a estrutura em três arcos, inspirados "pelo movimento de uma pedra quicando sobre o espelho d'água", é única no mundo, comparável em forma mas não em sistema estrutural, como a passarela do Aquário Público do Porto de Nagoya, Japão. Inicialmente orçado em 1998 em R$40 milhões, estima-se que o custo total de construção foi de R$ 160 milhões. Sua beleza arquitetônica resultou num projeto estrutural de grande complexidade, mas apesar do custo adicional, o Governo do Distrito Federal considerou indispensável que a ponte estivesse ao nível da monumentalidade com que Brasília foi projetada.


Inaugurada em 15 de dezembro de 2002, a ponte rapidamente virou mais um ícone de Brasília estampado em cartão postal, especialmente à noite, quando sua teatralidade fica ainda mais em destaque. Devido a qualidades estéticas e harmonia ambiental da Ponte JK, o arquiteto da obra, Alexandre Chan, recebeu em 2003 a Medalha Gustav Lindenthal, outorgada pela Sociedade dos Engenheiros do Estado da Pensilvânia, EUA. Por causa deste prêmio, a estrutura ficou localmente conhecida como a ponte mais bela do mundo. A ponte também foi a vencedora do Prêmio Abcem 2003 – Melhores Obras com Aço do Ano, na Categoria Pontes e Viadutos, outorgado pela Associação Brasileira da Construção Metálica.


Apesar de ser um projeto premiado internacionalmente, em particular como uma das primeiras pontes tensionadas e high-tech do Brasil, alguns críticos consideram que a sua imagem representa uma ruptura no padrão da paisagem modernista da cidade, destacando-se excessivamente na paisagem.


Números da Obra

Comprimento: 1200 metros.
Raio de Curvatura: 3150 metros.
Largura do Tabuleiro: 26,10 metros com 2 pistas de 3 faixas cada mais 2 passeios para pedestres.
Altura do Tabuleiro: 18 metros acima do nível da água.
Arcos: 3 arcos centrais, aço SAC-41, vãos 240,00m cada, com 2 pontos de apoio cada, travessias em diagonal sobre o tabuleiro, sustentação do mesmo por estais de aço presos aos arcos, altura máxima dos arcos 60,00m acima do nível da água, mais diversos vãos complementares de 48,00m
Acessos: 5 vãos de 45 a 58 metros, sustentados por 10 apoios.
Peso: 12.067 toneladas
Estrutura auxiliar: 1.309 toneladas
Peso total das camisas metálicas: 3.000 toneladas
Área do tabuleiro: 28.800 m²
Volume de concreto: 38.900 m³
Rampa da Ponte: 2,25% (ascendente para o vão central)
Profundidade do lago no local da obra: 23 metros.

Parte do texto retirado deste Link.


Para saber mais sobre a Ponte JK, vejam também:

http://www.metalica.com.br/pg_dinamica/bin/pg_dinamica.php?id_pag=654

http://www.cbca-ibs.org.br/nsite/site/ponte_jk.asp

sábado, 15 de dezembro de 2007

100 anos de Oscar Niemeyer

Hoje Oscar Niemeyer completa 100 anos de vida. E então abro este espaço no blog para fazer uma justa homenagem para este renomado arquiteto conhecido mundialmente que muito contribuiu para o progresso da arquitetura e da engenharia no Brasil e, por que não, no mundo inteiro também, com suas belíssimas criações.

Oscar Niemeyer nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1907, e se formou arquiteto em 1934. Entre os anos de 1940 e 1944, a pedido do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, projeta o complexo arquitetônico da Pampulha, até hoje lembrado como uma de suas principais criações. Em 1956, a pedido mais uma vez de Kubitschek, agora como presidente do Brasil, participa com os seus desenhos da construção da cidade de Brasília, criada para ser a capital do Brasil.

Niemeyer ainda tem uma série de construções no seu currículo, como o conjunto do Parque Ibirapuera, o Edifíco Copan, o Memorial da América Latina, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, dentre outras.

Abaixo, vejam as fotos de algumas construções idealizadas por Niemeyer:

Fotos da Igreja da Pampulha em Belo Horizonte, MG


Edifício Copan, São Paulo-SP


Memorial da América Latina, também em São Paulo.


Museu de Arte Contemporânea de Niterói


Imagem da cidade de Brasília

Catedral de São Lucas, em Brasília

Palácio da Alvorada

Congresso Nacional


Museu Oscar Niemeyer em Curitiba, PR


Vejam ainda um vídeo feito pela TV Câmara sobre a vida pessoal e profissional de Oscar Niemeyer Clicando Aqui.

Para saber mais sobre a vida de Oscar Niemeyer, veja o link abaixo:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer


Vejam também o site da Fundação Oscar Niemeyer:

http://www.niemeyer.org.br/